Protesto das travestis e transexuais de Salvador pelo direito de mudança de nome no registro civil

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O Grupo Gay da Bahia (GGB) e a Associação de Travestis e Mulheres Transexuais de Salvador (Atras) realizaram nesta terça-feira (22), às 15h, em frente ao Fórum Rui Barbosa, no Campo da Pólvora, em Salvador, uma manifestação contra a decisão da Vara de Registros Públicos, que negou o pedido de mudança de nome no registro civil à transexual Millena Passos, presidente da Associação de Travestis de Salvador (ATRAS). A magistrada que negou o pedido alega ser necessária a realização da cirurgia de readequação, pela qual Millena ainda não passou, para que seja realizada a mudança do nome. Para a justiça regente na Bahia, laudos médicos e psicológicos que comprovem as condições de transexualidade não são suficientes. O manifesto teve o intuito de chamar a atenção da sociedade e do judiciário baiano em relação ao tema. “Isso mostra a forma opressiva que estamos vivendo nos dias atuais. A cirurgia não vai mudar quem eu sou verdadeiramente. Lamento pelo parecer negando um desejo meu e a decisão mostra a transfobia de forma clara”, declarou Millena. A utilização do nome masculino é uma frequente causadora de constrangimetos para as travestis e transexuais, sendo uma das diversas causas ligadas à transfobia que mais contribuem para o afastamento de travestis e transexuais do âmbito escolar. Muito frequentemente, travestis e transexuais chegam apenas a concluir o ensino fundamental, devido à transfobia ainda muito fortemente presente nas escolas brasileiras (bem como em praticamente todos os espaços sociais).

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Núcleo de Estudos de Gênero e Sexualidade da UNEB
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